O fotógrafo sul-africano Pieter Hugo desenvolve um trabalho fortemente calcado na crítica social, incluindo ensaios sobre tuberculosos no Malawi, do genocídio em Ruanda, escravidão no Sudão, favelas no Brasil e comunidades de albinos da África do Sul. Sua séria sobre os “Homens Hiena” (na verdade chamada oficialmente de ” The Hyena & Other Men”) rodou o mundo inteiro, tendo sido exposta inclusive numa Bienal de São Paulo.
Os “Homens Hiena” são na verdade menestréis que usam hienas, babuinos e pítons para entreter os habitantes das cidades por onde passam com o intuito de vender ervas medicinais.
Nollywood, como é conhecida a indústria nigeriana de filmes, produz cerca de 200 filmes por mês. Isso é mais do que os Estados Unidos, ficando apenas atrás da produção indiana. Rodados em câmeras digitais, longe de estúdios e produzidos quase que inteiramente para consumo domiciliar, esses filmes rendem cerca de 200 milhões de dólares/ ano. Mas não é sobre Nollywood que a Cheetah quer falar.
A língua housa é falada por cerca de 40 milhões de pessoas na África, a maioria delas no norte da Nigéria e no Níger. Sua cultura e comércio tem influência direta da Ásia e de povos muçulmanos. Kano, na Nigérica, é a meca da cultura housa. É lá que são produzidos os housa movies, filmes nitidamente inspirados no cinema indiano. Durante décadas, muito da cultura hindu foi absorvida pelos housa, principamente cinema e música. Com dresscode semelhante e códigos de ética bem parecidos – casamento forçado, divisão da sociedade em castas, educação mega rígida, timidez – a identificação foi imediata.
Na internet você consegue baixar facilmente os housa movies assim como as trilhas dos filmes. A Cheetah deixa com vocês algumas delas, todas retiradas dos filmes.
Viva a internet! E viva o auto-tune também!
Vamos as pepitas. Duas são do cantor de housa techno nigeriano Soultan Abdul e uma mini-mix housa de um DJ obscuro (nenhuma informação no Google e bitrates bizarramente baixas!!!!)